Parazão 2009: Pantera foi o pesadelo azulino
O que esperar de um time sem organização tática e pobre tecnicamente? Não dava para ser campeão. Após o apito final em Santarém, ficou claro que o Clube do Remo só chegou até a decisão do segundo turno porque o seu técnico, Artur Oliveira, é um motivador nato. Ele mexeu com os brios dos atletas e os fez jogar bola na base da raça e da vontade. Contra times ainda piores, triunfou. O jogo contra o arquirrival não conta, afinal, como todo boleiro sabe, um clássico desafia todo e qualquer tipo de raciocínio lógico. Então, as únicas partidas que valem a pena analisar, foram as diante do São Raimundo. E o resultado...
A Pantera realmente foi a pedra no sapato remista neste Campeonato Paraense e fechou a tampa do caixão ontem. Desde a histórica goleada de 5 a 1, na rodada inaugural, o representante santareno mostrou que não veio para brincar. Superior aos azulinos em todos os confrontos, é um time aguerrido, que joga um futebol alegre, pra cima, gostoso de ver, algo raro nos últimos tempos. Para o Remo chegar ao mesmo nível, a impressão que se tem é que precisaria começar do zero, dos fundamentos: treinar passes, domínio de bola, lançamentos etc.
Ontem, apesar do jogo não ter sido eletrizante, que é o que se espera de uma decisão, a toada continuou a mesma. São Raimundo melhor em campo e o Remo correndo atrás do prejuízo. A correria remista contrastava com a organização santarena. Bola queimando de um lado, bola rolando de outro. Sem sustos, os goleiros passaram um bom tempo só vendo o jogo acontecer no meio-campo. Os times tentavam chegar ao ataque, mas sem sucesso. Depois do gol de pênalti do São Raimundo, esperava-se uma postura mais enérgica do Remo, mas a passividade imperou.
O São Raimundo jogou sem pressa, com o regulamento debaixo do braço. Mas, ainda assim, era mais perigoso. As raras investidas azulinas eram fracas, sem inspiração. Difícil para a torcida acreditar em um resultado positivo. Os caras que poderiam resolver, estiveram completamente apagados. Jaime – que foi substituído no intervalo – e Marcelo Maciel fizeram uma partida pífia e quando os “craques” de um time que já é ruim, não estão bem, um abraço. Michel, Garrinchinha e Cia, passeavam em campo, donos da situação.
O segundo gol santareno era o que faltava para o Remo entrar em completo desespero. Artur botou todo mundo pra frente. O Remo ainda conseguiu um gol. Os mais otimistas podem até ter se lembrado de um grande duelo entre Remo e Paysandu, ainda na época do tabu, quando Agnaldo e Belterra eram os “técnicos- jogadores”. Perdendo por 1 a 0, eles enfiaram cinco atacantes em campo e venceram por 3 a 1, isso faltando 11 minutos para o fim do jogo. Por que não deu certo agora? Simples: aquele era um grande time. Fim de papo. Santarém em festa e nação azulina de cabeça baixa. Que o Remo aprenda a lição e use o resto do ano para se planejar e voltar bem na próxima temporada. E o Paysandu que se cuide, pois o São Raimundo quer ir ainda mais longe. E já provou que tem time pra isso.
Fonte: Rádio Clube on line
Postar um comentário
Torcedor, deixe seu comentário!